Abril 5, 2010 - Postado por Marcelo Greuel - Nenhum Comentário
QUEM SERÁ POR NÓS?
A partir do Estatuto do Desarmamento elaborado em 2003, a Campanha do Desarmamento, iniciada em 2004, mais de meio milhão de armas de fogo foram entregues às autoridades pela população brasileira. Consta que foram destruídas pelo Comando do Exército.
É inegável que uma sociedade sem armas pressupõe menos crimes violentos.
Neste aspecto, o governo foi eficiente, e contou com a boa vontade de brasileiros de boa vontade. No entanto, ao mesmo tempo em que entrega as armas, o cidadão espera que o Estado lhe dê a proteção constitucional, e nisto o governo não tem sido muito eficiente.
As estatísticas da violência assustam. A quantidade de armas dos bandidos impressiona, pelo poder de fogo. Balas perdidas fazem parte do cotidiano.
O governo, que foi eficaz no desarmamento da população, é incapaz de controlar o tráfico de armas e munições sofisticadas que abastecem os arsenais da bandidagem. Fez o que era fácil, não consegue fazer o que é difícil, e desta forma a população acaba por se sentir indefesa.
Já passou da hora de os legisladores debruçarem-se sobre o problema e revisar leis que facilitam o crime, dão boa vida a bandidos de todas as idades, dificultam o trabalho das polícias e da Justiça e, por fim, deixam sem resposta a pergunta entalada na garganta de cada cidadão de bem deste país: quem será por nós?
A partir do Estatuto do Desarmamento elaborado em 2003, a Campanha do Desarmamento, iniciada em 2004, mais de meio milhão de armas de fogo foram entregues às autoridades pela população brasileira. Consta que foram destruídas pelo Comando do Exército.
É inegável que uma sociedade sem armas pressupõe menos crimes violentos.
Neste aspecto, o governo foi eficiente, e contou com a boa vontade de brasileiros de boa vontade. No entanto, ao mesmo tempo em que entrega as armas, o cidadão espera que o Estado lhe dê a proteção constitucional, e nisto o governo não tem sido muito eficiente.
As estatísticas da violência assustam. A quantidade de armas dos bandidos impressiona, pelo poder de fogo. Balas perdidas fazem parte do cotidiano.
O governo, que foi eficaz no desarmamento da população, é incapaz de controlar o tráfico de armas e munições sofisticadas que abastecem os arsenais da bandidagem. Fez o que era fácil, não consegue fazer o que é difícil, e desta forma a população acaba por se sentir indefesa.
Já passou da hora de os legisladores debruçarem-se sobre o problema e revisar leis que facilitam o crime, dão boa vida a bandidos de todas as idades, dificultam o trabalho das polícias e da Justiça e, por fim, deixam sem resposta a pergunta entalada na garganta de cada cidadão de bem deste país: quem será por nós?
Abril 1, 2010 - Postado por Marcelo Greuel - 2 Commentários
A cada nova eleição o Brasil tem a chance de se passar a limpo.
Admito as dificuldades, reconheço o poder do marketing, sei do fascínio da propaganda e principalmente do feitiço dos discursos vazios com cascas douradas. É difícil ao eleitor fugir de todas as armadilhas, separar o joio do trigo quando o trigo é a parte menor da mistura.
Mas há que se persistir. Aos homens de boa vontade se recomenda não temer a boa luta, candidatando-se a cargos eletivos. Os fichas-limpas precisam equilibrar o jogo até aqui dominado pelos fichas-sujas.
O projeto de iniciativa popular que veta a participação de políticos fichas-sujas nas eleições (1,6 milhões de assinaturas) está na agenda da Câmara para ser votado no próximo dia 7 de abril. “Do jeito que está, não passa”, disse à revista ISTO É o deputado José Genoino (PT-SP), que, alegando questão de “princípios”, é contra o relatório que será votado.
Parlamentares do PP, PR, PTB e PT vão se reunir para propor modificações.
Por “modificações” entenda-se esvaziar a intenção do projeto.
Por aí se percebe a dificuldade de desinfetar a política nacional, mas a nação terá nova chance nas próximas eleições. O eleitor faria imenso benefício a si mesmo e ao Brasil se escolhesse somente candidatos de ficha limpa. A possibilidade de acertar – ou errar menos – seria bem maior.
A cada nova eleição o Brasil tem a chance de se passar a limpo.
Admito as dificuldades, reconheço o poder do marketing, sei do fascínio da propaganda e principalmente do feitiço dos discursos vazios com cascas douradas. É difícil ao eleitor fugir de todas as armadilhas, separar o joio do trigo quando o trigo é a parte menor da mistura.
Mas há que se persistir. Aos homens de boa vontade se recomenda não temer a boa luta, candidatando-se a cargos eletivos. Os fichas-limpas precisam equilibrar o jogo até aqui dominado pelos fichas-sujas.
O projeto de iniciativa popular que veta a participação de políticos fichas-sujas nas eleições (1,6 milhões de assinaturas) está na agenda da Câmara para ser votado no próximo dia 7 de abril. “Do jeito que está, não passa”, disse à revista ISTO É o deputado José Genoino (PT-SP), que, alegando questão de “princípios”, é contra o relatório que será votado.
Parlamentares do PP, PR, PTB e PT vão se reunir para propor modificações.
Por “modificações” entenda-se esvaziar a intenção do projeto.
Por aí se percebe a dificuldade de desinfetar a política nacional, mas a nação terá nova chance nas próximas eleições. O eleitor faria imenso benefício a si mesmo e ao Brasil se escolhesse somente candidatos de ficha limpa. A possibilidade de acertar – ou errar menos – seria bem maior.
Março 24, 2010 - Postado por Marcelo Greuel - 1 Commentário
SOS lotéricas
Depois do episódio de Nova Hamburgo, aquele do bolão que não foi jogado,
surgiu uma onda de discriminação contra as lotéricas que beira o ridículo.
Presenciei, depois de quase um mês, um senhor numa lotérica falando cobras e lagartos para a atendente, ainda em função do que aconteceu lá. Que espécie de atitude é esta, pisar numa inocente para castigar um possível culpado? Desabafo incoerente e injusto, além de estúpido.
Ora, em toda e qualquer atividade existem os bons e os nem tão bons assim. Igualzinho à humanidade. Igualzinho ao universo de apostadores. Alguém aí atira a primeira pedra?
A indignação, se tiver que ser manifestada, neste caso, tem endereço certo e claro: a Caixa Econômica Federal, autorizadora e administradora do sistema. Para ela nada, para a funcionária da lotérica todo o peso da ira?
Já é hora de parar com as agressões. Já é hora de aprender a cobrar de quem deve. Toda indignação é sagrada, desde que não seja burra.
Depois do episódio de Novo Hamburgo, aquele do bolão que não foi jogado, surgiu uma onda de discriminação contra as lotéricas que beira o ridículo.
Presenciei, depois de quase um mês, um senhor numa lotérica falando cobras e lagartos para a atendente, ainda em função do que aconteceu lá. Que espécie de atitude é esta, pisar numa inocente para castigar um possível culpado? Desabafo incoerente e injusto, além de estúpido.
Ora, em toda e qualquer atividade existem os bons e os nem tão bons assim. Igualzinho à humanidade. Igualzinho ao universo de apostadores. Alguém aí atira a primeira pedra?
A indignação, se tiver que ser manifestada, neste caso, tem endereço certo e claro: a Caixa Econômica Federal, autorizadora e administradora do sistema. Para ela nada, para a funcionária da lotérica todo o peso da ira?
Já é hora de parar com as agressões. Já é hora de aprender a cobrar de quem deve. Toda indignação é sagrada, desde que não seja burra.
Março 22, 2010 - Postado por Marcelo Greuel - 2 Commentários
Chega de só falar
Muito me preocupa a questão do turismo em Blumenau.
Fizemos grandes investimentos no turismo festeiro, se podemos assim chamar. Para ser mais exato, quase que num único evento de grande porte: a Oktoberfest.
Que já teve seu momento.
Continua sendo importante para cidade, não em termos financeiros, mas no que toca à mística de Blumenau. Apenas isso.
A solução aponta para investimento em turismo de negócios. Sim, muito já foi dito a respeito, mas resumiu-se à isto: apenas dizer. Que é a saída já se sabe, agora é hora de fazer. E já estamos atrasados.
Na minha gestão de presidente da Fundação Municipal de Desportos de Blumenau, promovemos vários eventos esportivos. Creiam, não houve um sequer que tivesse resultado menor que extraordinário. Resultado financeiro maior que a Oktoberfest, além de movimentar toda a economia do município. Hotéis e restaurantes lotados 7 dias por semana.
O impedimento da construção de um Centro de Convenções – tudo é difícil por aqui – foi um golpe e tanto no turismo de negócios. Ficamos resumidos às festas, já que eventos esportivos dependem unicamente da iniciativa da Fundação, que não tem um planejamento de médio e longo prazo e nem estrutura para tudo fazer por si só.
E aí vem a notícia de um Centro de Convenções em Balneário Camboriú, município que investe em turismo por vocação. Quase ao mesmo tempo hotéis fecham em Blumenau, o que dá a perfeita noção de quem avança e quem retrocede na rentável atividade turística. Lá, andam para a frente. Aqui…
Tenho uma sugestão: privatizar ou alienar, ou seja lá o que for, a Vila Germânica. E o Aeroporto Quero Quero, que alguns insistem em dizer que é nosso aeroporto, mas que na prática nunca foi. Seriam extintos alguns cargos em comissão, é verdade, mas isto é bom. Com o rendimento da cessão se poderia pensar na criação de um fundo para um futuro Centro de Convenções. O Convention Bureau de Blumenau está aí mesmo, tem muita gente boa, basta dar condições que eles fazem acontecer.
Ah, ia esquecendo: nada disso adianta sem a duplicação da BR 470.
Muito me preocupa a questão do turismo em Blumenau.
Fizemos grandes investimentos no turismo festeiro, se podemos assim chamar. Para ser mais exato, quase que num único evento de grande porte: a Oktoberfest.
Que já teve seu momento.
Continua sendo importante para cidade, não em termos financeiros, mas no que toca à mística de Blumenau. Apenas isso.
A solução aponta para investimento em turismo de negócios. Sim, muito já foi dito a respeito, mas resumiu-se à isto: apenas dizer. Que é a saída já se sabe, agora é hora de fazer. E já estamos atrasados.
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Março 9, 2010 - Postado por Marcelo Greuel - 2 Commentários
Recebi este texto pela internet. Se o autor fosse desconhecido, mesmo assim eu não teria dúvida que era o Tostão.
“Na semana passada, ao chegar de férias, soube, sem ainda saber detalhes, que o governo federal vai premiar, com um pouco mais de R$ 400 mil, cada um dos campeões do mundo, pelo Brasil, em todas as Copas.
Não há razão para isso. Podem tirar meu nome da lista, mesmo sabendo que preciso trabalhar durante anos para ganhar essa quantia.
O governo não pode distribuir dinheiro público. Se fosse assim, os campeões de outros esportes teriam o mesmo direito. E os atletas que não foram campeões do mundo, mas que lutaram da mesma forma? Além disso, todos os campeões foram premiados pelos títulos. Após a Copa de 1970, recebemos um bom dinheiro, de acordo com os valores de referência da época..
O que precisa ser feito pelo governo, CBF e clubes por onde atuaram esses atletas é ajudar os que passam por grandes dificuldades, além de criar e aprimorar leis de proteção aos jogadores e suas famílias, como pensões e aposentadorias.
É necessário ainda preparar os atletas em atividade para o futuro, para terem condições técnicas e emocionais de exercer outras atividades.
A vida é curta, e a dos atletas, mais ainda.
Alguns vão lembrar e criticar que recebi, junto com os campeões de 1970, um carro Fusca da prefeitura de São Paulo. Na época, o prefeito era Paulo Maluf. Se tivesse a consciência que tenho hoje, não aceitaria.
Tinha 23 anos, estava eufórico e achava que era uma grande homenagem.
Ainda bem que a justiça obrigou o prefeito a devolver aos cofres públicos, com o próprio dinheiro, o valor para a compra dos carros.
Não foi o único erro que cometi na vida. Sou apenas um cidadão que tenta ser justo e correto. É minha obrigação.”
Tostão, ex-jogador de futebol, comentarista esportivo, escritor e médico.
Recebi este texto pela internet. Se o autor fosse desconhecido, mesmo assim eu não teria dúvida que era o Tostão.
“Na semana passada, ao chegar de férias, soube, sem ainda saber detalhes, que o governo federal vai premiar, com um pouco mais de R$ 400 mil, cada um dos campeões do mundo, pelo Brasil, em todas as Copas.
Não há razão para isso. Podem tirar meu nome da lista, mesmo sabendo que preciso trabalhar durante anos para ganhar essa quantia.
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Março 8, 2010 - Postado por Marcelo Greuel - 2 Commentários
Finalmente temos o projeto definitivo do estádio de Futebol de Blumenau. Este estádio foi projetado para ser construído a partir de 1981.

Aonde quero chegar: Blumenau é a cidade dos projetos.
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Março 4, 2010 - Postado por Marcelo Greuel - 1 Commentário
Não sei bem o que significa essa escultura ou seja lá o que for do grande Guido Heuer, na Via Expressa.
Mas uma coisa eu tenho certeza: pra cidade não deve valer muita coisa. Gente morando sem permissão, mato tomando conta… e ninguém tomando conta.

Março 2, 2010 - Postado por Marcelo Greuel - 5 Commentários
É preciso repensar com urgência a situação caótica em que se encontra o trânsito de Blumenau.
Não se vê com clareza um debate sobre este que é, juntamente com a qualidade do transporte coletivo, um dos grandes problemas de Blumenau. Debate-se muito a Blumenau de 2050. Todas as soluções no papel. No papel tudo funciona, mas não quero esperar até lá para ver.
Tentei iniciar uma conversa rápida com o presidente do Seterb, mas não consegui passar da primeira frase. O homem sabe de todos os problemas, vai resolver todos os gargalos, tem todas as soluções. Se não me falha memória, ele já ocupou o mesmo cargo no governo Décio Lima. Tempo ele teve. Se sabe tanto, por que os problemas persistem e até se agravam?
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Fevereiro 26, 2010 - Postado por Marcelo Greuel - 1 Commentário
Pinçado do Blog do Juca, mostra como o Corinthians, mesmo com preços irreais para o nosso futebol - média de R$ 70 por ingresso – fatura alto com isso. Imaginem o dia em que tiver estádio próprio.
O preço da Libertadores
Em números arredondados, veja como foram as presenças de público e as rendas nas estréias dos times brasileiros na Libertadores em seus estádios:
No Morumbi, 35 mil pagantes, com renda de 1 milhão de reais, ingresso médio a R$ 28;
No Beira-Rio, 39 mil pagantes, com renda de 820 mil reais, ingresso médio a R$ 21;
No Mineirão, 33 mil pagantes, com renda de 800 mil reais, ingresso médio a R$ 24;
No Pacaembu, 31 mil pagantes, com renda de 2 milhões e 180 mil reais, ingresso médio a R$ 70;
No Maracanã, 24 mil pagantes, com renda de 700 mil reais, ingresso médio a R$ 29.
De fato, parece mesmo que ninguém dá tanto valor à Libertadores como os corintianos…
Fevereiro 18, 2010 - Postado por Marcelo Greuel - 1 Commentário
Para quem quer se candidatar a agente de jogador de futebol, aí vai a circular da FIFA.